O Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capita paulista, ainda enfrenta atrasos na manhã de hoje (10), devido a um acidente ocorrido na tarde de ontem (9)
O Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capita paulista, ainda enfrenta atrasos na manhã de hoje (10), devido a um acidente ocorrido na tarde de ontem (9)
Orações antecedem a Festa da Padroeira, no dia 12 de outubro
A Roller Jam – tradicional rinque de patinação de São Paulo, oferece aula de ‘Roller Dance’ às quartas-feiras, das 19h às 22h, de forma gratuita para os clientes da casa
Por: Guilherme Luís
Foi em agosto do ano passado que o edifício Mirante do Vale, no centro de São Paulo, começou a receber pessoas dispostas a pisar -e a tirar selfies- em dois aquários transparentes, com chão e paredes de vidro, suspensos a cerca de 150 metros de altura.
Agora o espaço vai crescer. O Sampa Sky, que fica no 42º andar do prédio, vai expandir a sua área e ganhar mais uma dupla de mirantes transparentes. A previsão é que as novas atrações fiquem prontas em dezembro deste ano.
Os deques serão iguais aos que já existem, com tamanhos idênticos e feitos do mesmo material, diz a empresa. A novidade é que agora será possível tirar fotos ou gravar vídeos para o TikTok sobre áreas diferentes da capital paulista, que antes não eram avistadas do local.
Os dois novos mirantes estão sendo construídos na face oeste do prédio, do lado oposto ao que abriga o aquário que paira sobre a avenida Prestes Maia. De um dos novos deques será possível ver a zona sul da cidade, já avistada de um dos mirantes originais. Do outro, a vista será para a região norte, que ainda não podia ser contemplada do Sampa Sky.
Com a expansão, a atração dobrará de tamanho e pulará de 700 m² para 1.500 m². Os mirantes de vidro logo fizeram sucesso nas redes sociais por causa do cenário e da sensação de que o visitante está flutuando sobre a cidade, com edifícios pequenos vistos lá de cima e veículos que parecem carrinhos de brinquedo.
Mas logo a grande procura fez com que o Sampa Sky acumulasse diversas críticas nas redes sociais. Durante os primeiros meses de funcionamento, os visitantes esperavam em filas de até quatro horas para ficarem apenas 90 segundos em cada um dos locais de vidro. A demora não ocorre mais, garante a organização.
Agora as pessoas compram ingressos com data e hora marcada para subir ao 42º andar. Lá em cima, elas são colocadas numa fila eletrônica, daquelas em que não é preciso ficar parado em pé -mas é possível visitar o café ou tirar fotos em espaços instagramáveis espalhados pelo ambiente, enquanto espera-se entre 40 minutos e uma hora e 40 minutos.
Mas o limite de 90 segundos para ficar dentro de cada deque segue valendo.
Cerca de 150 mil pessoas já passaram pelo Sampa Sky desde agosto do ano passado. Para comprar ingressos, é preciso acessar o site da Sympla e desembolsar a partir de R$ 80.
Por: Nathalia Durval
Uma das cenas mais famosas do cinema da década de 1980 mostra um alienígena escondido sob um cobertor branco, à bordo de uma bicicleta guiada por um garoto. O menino pedala por uma floresta e, com a ajuda dos poderes do extraterrestre, consegue decolar do chão. Juntos, eles voam, cruzam o céu e passam diante da Lua cheia.
O trecho de "E.T. - O Extraterrestre", filme dirigido por Steven Spielberg e lançado em 1982, completa 40 anos e é relembrado em uma exposição no shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo. Inaugurada nesta quinta (4), a atração dedicada ao longa fica no local até 2 de outubro.
Anunciada como uma "experiência imersiva" e juntando-se a uma lista exaustiva de novas atrações na capital paulista que utilizam esse termo, a mostra é enxuta e foi criada em parceria com o estúdio Universal com exclusividade para o Brasil, reunindo réplicas de cenários, fotos de bastidores, pôsteres, vídeos e objetos originais, como um LP e um VHS da época.
A atração principal é um ambiente decorado com uma grande Lua e equipado com cinco bicicletas e o mesmo número de óculos de realidade virtual. Ao colocá-los, o visitante entra, virtualmente, numa cena que recria o passeio de bicicleta do filme.
A experiência dura dois minutos e meio e, olhando para todos os lados com os óculos, é possível enxergar uma floresta, a Lua e as luzes de uma cidade, por exemplo. O visitante pedala e se vê no lugar de Elliot, o garoto protagonista, carregando à bordo o pequeno alienígena.
Mas, é claro, quem chama mesmo a atenção são os bonecos do E.T., posicionados estrategicamente para as fotos. Um deles fica com o dedo estendido no ar, enquanto outro está dentro da cesta de uma bike. Esta última fica do lado de fora do espaço expositivo, disponível para quem estiver passeando no shopping e quiser posar para fotografias. Para entrar, é preciso desembolsar de R$ 30 a R$ 40 pelo ingresso, à venda no site Sympla. Pacotes para famílias ficam mais em conta.
No fim do trajeto de no máximo 20 minutos, há uma loja que vende itens decorados com o alienígena, como copos, bonecos, camisetas e jaquetas. O suvenir mais barato é um porta-crachá, que custa R$ 10. O mais caro é uma luminária decorada com uma cena do filme, que sai a R$ 690.
Parte da cultura pop de sua época, o blockbuster de Steven Spielberg acompanha a jornada do extraterrestre do título, que tenta voltar para casa e faz amizade com um menino de dez anos. A produção, que levou quatro estatuetas do Oscar e se manteve por anos como a maior bilheteria do cinema mundial, foi lançada em 11 de junho de 1982 nos Estados Unidos. Mas, no Brasil, o filme ainda está para comemorar o aniversário de 40 anos, já chegou às salas apenas no Natal daquele ano.
E.T. 40 ANOS
Quando Seg. a sáb., das 10h às 22h; dom. e feriados, das 14h às 20h. Até 2/10
Onde Shopping Pátio Higienópolis - av. Higienópolis, 618, piso Veiga Filho, região central, tel. (11) 4040-2004
Preço R$ 30 a R$ 40
Link: https://bileto.sympla.com.br/event/75474
Por: Havolene Valinhos
Como é não poder contar com um dos cinco sentidos? Passar 45 minutos tendo uma pequena mostra de como uma pessoa com deficiência visual transita em um centro urbano é o que propõe a exposição Diálogo no Escuro, que será aberta ao público nesta quinta-feira (4) no Unibes Cultural, ao lado do metrô Sumaré, na zona oeste da capital paulista.
Antes de entrar na instalação, grupos com até oito visitantes são instruídos e cada pessoa recebe uma bengala, para realizar o percurso totalmente no escuro. O grupo é conduzido por um guia com deficiência visual, em uma inversão de papéis, e caminha por salas escuras e estruturadas para que tenham as sensações de cheiro, temperatura, som e textura como se estivesse passando por parques, ruas, bares, entre outros ambientes do cotidiano.
"Não é uma simulação de cegueira, mas uma pausa na visão de quem enxerga para explorar os outros sentidos. É uma troca muito grande. A pessoa acaba refletindo sobre a capacidade de superar barreiras, pensando sobre o dia a dia de um deficiente visual", diz André Ferreira, 46, guia do grupo e que revela ser cego apenas na conversa que tivemos ainda no escuro, no final do itinerário.
A ideia é despertar no público a empatia e o respeito. E como não se colocar não apenas no lugar de um deficiente visual, mas também no de um cadeirante, por exemplo, diante de obstáculos e da falta de acessibilidade que estão em toda parte? São reproduzidos sons de carros, buzinas, pessoas falando, além de desafios, que parecem corriqueiros, como atravessar a rua. Aliás, é importante saber se a pessoa quer mesmo ser ajudada. Pergunte.
"O objetivo do projeto é mostrar ao ser humano que o impossível não existe e que determinamos nossos próprios limites. Depois da experiência, o público certamente passará a notar ao seu redor, a acessibilidade de espaços e serviços onde vive", diz Andrea Calina, curadora e realizadora da exposição.
Calina afirma que o filósofo alemão Andreas Heinecke criou o projeto Diálogo no Escuro em 1989, após contratar um estagiário com deficiência visual. "Primeiro ele sentiu pena e, depois, surgiu a preocupação que ele fosse ser dependente para tudo. Porém, percebeu que o estagiário era autônomo e independente. Aprendeu mais do que ensinou."
A exposição está em exibição há mais de 30 anos e passou por 40 países, sendo vista por quase 10 milhões de pessoas, incluindo workshops em empresas.
Dialogando no escuro Na última etapa da instalação, o guia André Ferreira pede para nos sentarmos e, em um bate-papo, ainda no escuro, relata que perdeu a visão em 2003, aos 27 anos, após descobrir repentinamente que tinha um tumor cerebral. "Fiz a tomografia em uma sexta-feira, recebi o diagnóstico e, na segunda, já não enxergava nada."
Foi necessário que ele passasse por um processo de reabilitação na Fundação Dorina Nowill para Cegos para retomar sua independência. Ele diz que a família e os amigos continuaram o tratando normalmente, o que considera primordial para a adaptação à nova fase da vida. "Meus amigos me chamavam para tomar cerveja no bar. E eu queria negar, mas faziam eu ir. Sou o mesmo André de sempre. Minha mãe foi superprotetora no início, o que é natural, mas isso passou."
Ferreira diz que atuou como vigilante, ajudante de eletricista e na área administrativa, mas tinha o desejo de trabalhar com comunicação.
Somente após perder a visão é que passou a comentar futebol na rádio Transamérica e, atualmente, apresenta, com outros colegas com deficiência visual, um programa esportivo na rádio ONCB (Organização Nacional de Cegos do Brasil) e outro de música na rádio WebConectados.
"É uma busca constante por quebrar barreiras. A maioria das pessoas tem preconceito por falta de conhecimento. Temos capacidade de exercer vários cargos, só precisamos de oportunidades", conclui.
Serviço
Diálogos no Escuro - Exposição e workshops
Quando: a partir de 4 de agosto
Onde: Unibes Cultural, rua Oscar Freire, 2.500 - Sumaré (ao lado do metrô Sumaré)
Dias e Horários: quinta a domingo, das 12h às 19h (sessões com 45 minutos de duração e grupos com até oito pessoas)
Ingressos: R$ 30 | R$ 15 (meia-entrada)
Crianças a partir dos oito anos e, até os 12, acompanhadas dos pais.
Às quintas-feiras a entrada é gratuita, mas é necessário fazer agendamento via Sympla.
Por: Mônica Bergamo
A cantora Tulipa Ruiz e seu irmão, Gustavo Ruiz, serão a atração principal da celebração de um ano da reabertura do Museu da Língua Portuguesa, na região central de São Paulo. Os dois apresentarão o show "Gogó y Guitarra" na Praça da Língua, no próximo dia 31, com entrada gratuita.
Patrimônio histórico da capital paulista, o complexo da estação da Luz -que engloba a estação homônima de trem e metrô e o museu- foi parcialmente consumido por um incêndio no dia 21 de dezembro de 2015.
Ao custo de R$ 85,8 milhões, a reconstrução do espaço, concluída em dezembro de 2019, ficou a cargo do governo do estado de São Paulo em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Cerca de R$ 34 milhões vieram do seguro, e o restante foi bancado por empresas como Grupo Globo, Itaú e EDP. A reabertura estava prevista para 2020, mas teve que ser adiada devido à pandemia.
A Polícia Federal realiza na manhã desta terça-feira (19) uma operação contra uma organização criminosa que usava funcionários e prestadores de serviço do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, para enviar drogas a outros países.
Ao todo são 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão que acontecem nos municípios de São Paulo, Sorocaba, Guarulhos e Praia Grande. Também estão sendo feitas buscas em Portugal, determinado pelo Poder Judiciário.
Segundo a polícia, os criminosos agiam cooptando funcionários e prestadores de serviços de aeroportos para que eles introduzissem carregamentos de cocaína no interior de aeronaves comerciais que realizavam voos regulares. Esses voos partiam do Aeroporto Internacional de Guarulhos.
A operação também mira a apreensão de bens imóveis e veículos ligados aos crimes, bem como de todos os valores depositados em contas bancárias e aplicações financeiras em nome dos investigados. Esses recursos chegam a aproximadamente R$ 53 milhões, segundo a PF.
A operação teve início em 2021 e foi batizada de Bulk, nome que faz alusão a um dos compartimentos de carga de aeronaves comerciais de longo curso (bulk cargo). Desde então, já foram apreendidos 887,5 kg de cocaína em nove eventos, três em Guarulhos, dois em Lisboa, um em Frankfurt e três em Amsterdã.
De acordo com a PF, os investigados serão indiciados pelos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, cujas penas variam de 10 a 25 anos de reclusão.
A reportagem entrou em contato nesta manhã com a Gru Airport, que administra o Aeroporto de Guarulhos, e aguarda retorno.
Por: Mônica Bergamo
Será realizada neste sábado (25) a abertura do novo Parque da Ciência do Instituto Butantan, localizado na zona oeste da cidade de São Paulo. Ocupando 725 mil metros quadrados de área verde, o complexo cultural terá atrações como o Serpentário, que abriga as serpentes da instituição, e o Museu Biológico. O acervo do Butantan poderá ser visitado por públicos de todas as idades. Ao todo, são previstas 22 atrações no parque, que serão disponibilizadas integralmente a partir do dia 5 de julho deste ano.
Um dos principais objetivos do complexo cultural é inspirar o interesse e a curiosidade pela ciência por meio de ações educativas, ambientais e de lazer. No espaço, os visitantes ainda poderão caminhar por jardins e contemplar um espelho d'água.
"O Butantan é um dos grandes centros mundiais de produção de vacinas e imunobiológicos estratégicos para a saúde pública e, com este parque, se consolida como importante polo de difusão científico-cultural, à altura de sua rica história e representatividade para a saúde pública do Brasil", afirma o médico e secretário de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde de São Paulo, David Uip.
Para o mês de julho, uma programação especial de férias com atividades científicas, demonstração de extração de veneno de cobra e trilhas pelos caminhos de mata do Butantan está sendo preparada.
A Expo Favela, maior feira de empreendedorismo que conecta favela e asfalto, vai acontecer entre os dias 17 e 19 de março do próximo ano no World Trade Center, em São Paulo. A novidade para o próximo ano é que, além do evento na capital, terá uma versão nacional, que vai ocorrer no Distrito Federal e em todas as capitais do país.
No final do ano, São Paulo terá novamente a versão nacional da feira, no Expo Center Norte. As datas e os locais nas outras cidades serão divulgados em breve.
Essa será a segunda edição do evento -a primeira foi em abril deste ano e reuniu 30 mil pessoas. A feira trouxe personalidades dos mais diferentes segmentos profissionais e a expectativa é repetir o sucesso e fortalecer o empreendedorismo dos moradores de comunidades.
Em sua primeira edição, o evento, que conta com a organização da Favela Holding e parceria social da Central Única das Favelas (Cufa), teve mais de 20 mil inscrições de expositores. O objetivo é que este número aumente no próximo ano.
"Já na primeira edição, a Expo Favela se consolidou como um grande acontecimento no calendário do empreendedorismo e do empresariado brasileiros. Portanto, com todo mundo sabendo do que se trata, temos tudo para promover conexões ainda mais fortes entre favela e asfalto", explicou Celso Athayde, fundador da Cufa, CEO da Favela Holding e idealizador da Expo Favela.
Athayde diz que um dos avanços da nova edição é que foi possível conseguir patrocinadores que entenderam que essa é uma iniciativa de inclusão. "As marcas entenderam que, em 2023, não vamos trabalhar com a ideia de conflito, e sim de harmonia comercial entre elas. Uma vez que o grande objetivo é o desenvolvimento das favelas, a partir do desenvolvimento dos seus empreendedores."
Outro grande sucesso que poderá se repetir regionalmente foi o reality show, "Expo Favela -O Desafio", quando os empreendedores, que estiveram na feira, participaram de uma competição na tela da TV Globo. Uma delas foi a moradora de Guaianases, Silvana Bento, que criou uma calcinha para ajudar mulheres trans a disfarçarem pênis e testículos. Athayde comenta que a visibilidade que a Globo deu para esses empresários da favela foi, e está sendo, histórico.
Por: Marianna Zylberkan
Dois projetos de requalificação preveem a construção de boulevards na região da avenida Paulista, na região central de São Paulo. Sugeridas pela iniciativa privada, as iniciativas ainda não têm previsão previsão de inauguração.
Uma das alamedas foi projetada para ocupar a esquina da alameda Rio Claro com a rua São Carlos do Pinhal, na parte da avenida próxima ao bairro da Bela Vista.
A outra mudança irá transformar o quarteirão entre a própria Paulista e a rua Leôncio de Carvalho, na altura da Vila Mariana, em um calçadão para pedestres. Atualmente, os projetos estão em fase de chamamento público em que empresas podem oferecer projetos.
Anunciado em 2019, o boulevard da alameda Rio Claro foi alterado após manifestação contrária de associações de moradores. Os vizinhos recorreram à Justiça para barrar a construção de um túnel de cerca de 100 metros que ligaria a avenida Paulista ao empreendimento Cidade Matarazzo, autor do projeto. A obra tinha sido aprovada pelo então prefeito Bruno Covas (PSDB).
Segundo a empresa responsável pelo Cidade Matarazzo, a ação movida pelas associações embargou a obra por mais de um ano e a tornou inviável. "A rua São Carlos do Pinhal já está problemática do ponto de vista do trânsito e iria piorar. Contestamos esse túnel e o projeto foi alterado", diz Raphaela Galletti, advogada das associações de moradores da Bela Vista, Consolação e arredores.
Um trecho da rua São Carlos do Pinhal teria que ficar interditada durante as obras, e não há opções de desvios, segundo a advogada.
O novo projeto manteve o plano de revitalizar a área verde na via, além de instalar mobiliário urbano, iluminação e fazer o enterramento dos cabos. Haverá espaço para feiras de orgânicos, programação cultural e barracas de comida.
A empresa contratou um escritório nacional de arquitetura e urbanismo, que incluiu no projeto peças dos Irmãos Campana como mobiliário urbano. Os itens terão formatos naturais que imitam troncos e galhos. Segundo o empresário Alexandre Allard, do Cidade Matarazzo, o boulevard tem a ambição de influenciar outros empreendedores a cuidarem de mais espaços pela cidade.
O segundo boulevard foi proposto pelo Itaú Cultural em parceria com o Sesc Paulista como uma forma de integrar os dois endereços, que são vizinhos. A rua Leôncio de Carvalho terá o asfalto elevado para transformá-la em um calçadão para pedestres.
"Deste modo, esse trecho da via será repactuado de modo a se tornar palco de acolhimento do público para programação ao ar livre, o que inclui atividades de arte", diz Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.
Por: Gustavo Fioratti
A programação da 26º Parada do Orgulho LGBT de São Paulo parece pensada para os participantes cantarem juntos. É uma edição pop, com um time de artista cheio de seguidores, também diverso na representação de sexualidade, gênero e identidades musicais.
Já nesta quinta-feira (16), o evento dá largada da sua programação com a tradicional feirinha de artesanatos, gastronomia e arte realizada no largo do Arouche, região central da cidade, entre 10h e 22h.
No domingo (19), dezenove carros vão compor o conjunto da marcha, que começa na avenida Paulista ao meio-dia. Os palcos vão receber artistas como as cantoras Pabllo Vittar, Luísa Sonza, Liniker e Ludmilla.
Ídolos de uma geração mais jovem e mais familiarizada com os discursos de liberdade de gênero, todas elas consolidam um bloco feminino de grande aproximação com a periferia.
Pabllo e Ludmilla trazem da cultura das favelas o funk, com releituras que passam inclusive pelo k-pop. Liniker contribuí com repertório aberto ao pop, ao jazz e ao pagode. Luísa Sonza faz mix de gêneros marcados pela sensualidade.
Os horários das apresentações não foram divulgados. A Parada só confirmou que Pablo se apresenta por volta das 15h.
A geração anos 1980 não vai ficar de fora, e tem sua mais expressiva representação com a cantora Gretchen. A Parada também se vale de um time de DJs, encabeçados por Cris Negrini e Heey Cat.
O rap também ganha espaço com o Quebrada Queer, cujas performances são marcadas por figurinos exuberantes e que borram os limites de identidades de gênero, com músicas sobre preconceitos, violência e liberdade.
Também estão na lista as cantoras Majur, a drag e cantora Aretuza Lovi, o cantor Mateus Carrilho, da banda Uó e MC Rebecca. Chorinho do carnaval, também entram nas avenidas os blocos Minhoqueens e Agrada Gregos, que o site da Parada classifica como o maior bloco LGBTQIA+ do país.
Após dois anos sem poder ser realizada de forma presencial por causa da pandemia do novo coronavírus, a Virada Cultural retorna ao calendário da cidade de São Paulo nos dias 28 e 29 de maio. As informações são da Agência Brasil.
Neste ano, o evento volta a ser descentralizado, repetindo o que ocorreu em 2017, quando os grandes shows do centro da cidade foram transferidos para outras regiões. Segundo a prefeitura, a ideia é dar à periferia o protagonismo dos palcos. O lema do evento será Virada do Pertencimento.
O evento contemplará em oito regiões da cidade de São Paulo: Butantã (Zona Oeste), Freguesia do Ó (Zona Norte), Parada Inglesa (Zona Norte), Campo Limpo (Zona Sul), M'Boi Mirim (Zona Sul), São Miguel Paulista (Zona Leste), Itaquera (Zona Leste) e o Vale do Anhangabaú e seu entorno (Centro). Só no Vale do Anhangabaú haverá cinco palcos diferentes para tentar atrair maior diversidade de público.
Os destaques da edição deste ano são os shows de artistas como Ludmilla, Luísa Sonza, Glória Groove, Kevinho, Pitty, Rael, Diogo Nogueira, Sidney Magal, Djonga, Arnaldo Antunes e Barões da Pisadinha, entre outros.
ABERTURA
O show de abertura será às 17h de sábado, com uma apresentação do Maestro João Carlos Martins com a escola de samba Vai-Vai, no Palco da Freguesia do Ó.
De acordo com a administração municipal, serão mais de 300 apresentações artísticas entre shows musicais, teatros, danças e manifestações populares. A expectativa é que o evento atraia cerca de 2 milhões de pessoas.
"A Virada Cultural, que já é um patrimônio da cidade de São Paulo, tem um significado especial neste ano, pois só está sendo possível porque os paulistanos confiaram em nós, seguiram os protocolos e acreditaram na vacina e isso nos permitiu retomar as atividades com segurança e responsabilidade", disse o prefeito Ricardo Nunes. "E estou ainda mais feliz porque a Virada estará em todas as regiões da cidade, dará voz aos talentos da periferia e unirá o erudito, o maestro João Carlos Martins, ao popular, que é a Vai-Vai, logo na abertura da grande festa da cultura paulistana", acrescentou.
A programação da Virada Cultural é gratuita, mas nas unidades do Sesc há necessidade de retirada dos ingressos antecipadamente.
Mais informações sobre o evento podem ser obtidas no site (https://viradacultural.prefeitura.sp.gov.br/).
Um problema em um radar causou transtornos aos passageiros na manhã desta quinta-feira (19) no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.
A GRU Airport, concessionária do Aeroporto Internacional de São Paulo, informou que "devido a um problema no radar da Área de Controle Terminal São Paulo do espaço aéreo na manhã desta quinta-feira (19/05), as operações de pousos e decolagens sofreram atrasos".
A empresa ainda afirmou que "o sistema já foi restabelecido e as operações estão sendo retomadas."
Segundo o site da GRU Airport, desde 0h de hoje, 14 voos atrasaram na chegada, um foi cancelado e outros 15 atrasaram na partida. Já a Infraero informou que, em Congonhas, cinco voos foram cancelados, cinco sofreram atrasos na chegada outros cinco na partida.
A Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos informou que o problema foi detectado por volta das 8h45 da manhã e provocou a suspensão das decolagens e pousos."Às 9h45, a operação em Viracopos começou a ser retomada gradualmente e a situação foi normalizada às 10h10.
Até as 11h15, o balanço indicava 20 voos atrasados e 11 voos cancelados, sendo três de chegada e oito de partida", informou a empresa em nota.
Nas redes sociais, passageiros reclamaram da situação.
Por: Priscila Camazano
O desfile das campeãs do Carnaval 2022, em São Paulo, vai acontecer nesta sexta-feira (29) e levará para a avenida a vencedora do Grupo Especial e outras sete escolas, a partir das 21h30.
A Mancha Verde conquistou seu bicampeonato após a apuração de notas realizada na terça-feira (26), no Anhembi. Com o samba-enredo Planeta Água, a escola faz referência a Iemanjá, que nas religiões de matrizes africanas é a orixá das águas salgadas.
A agremiação conquistou seu primeiro título no Grupo Especial no Carnaval de 2019, quando apresentou o samba-enredo Oxalá, salve a princesa! A saga de uma guerreira negra, no qual contou a história da princesa africana Aqualtune, e, por meio dela, discutiu escravidão, intolerância religiosa e direitos humanos.
Nesta sexta também desfilam Mocidade Alegre, vice-campeã do Carnaval, Unidos de Vila Maria, que terminou em 5º lugar no grupo Especial; Tom Maior, que ocupa a 4º colocação e Império de Casa Verde, a 3ª colocada.
Na avenida, estarão também as três agremiações vencedoras dos Grupos de Acesso. A Estrela do Terceiro Milênio e a Independente Tricolor, que ascenderam e conquistaram uma vaga para desfilar no próximo ano no Grupo Especial, juntam-se a Nenê de Vila Matilde, campeã do grupo de Acesso 2.
O desfile será transmitido pela TV Cultura, mas quem quiser assistir às agremiações novamente no sambódromo pode adquirir um ingresso pelo site www.clubedoingresso.com ou comprar nas bilheterias do Anhembi no portão 1 da avenida Olavo Fontoura, nº 1209, das 12h às 20h.
Os ingressos com valores a partir de R$ 70 estão disponíveis para as arquibancadas, camarote, mesas e cadeiras de pista em todos os setores.
Para entrar no sambódromo do Anhembi, é obrigatório apresentar um comprovante de vacinação contra a Covid com pelo menos duas doses.
*
Veja a ordem dos desfiles
21h30 - Nenê de Vila Matilde
22h20 - Independente Tricolor
23h10 - Estrela do Terceiro Milênio
0h - Mocidade Alegre
1h - Unidos de Vila Maria
2h - Tom Maior
3h - Império de Casa Verde
4h - Mancha Verde
Por: Paulo Eduardo Dias
O frio, o feriado prolongado de Tiradentes e a ausência das restrições impostas pela pandemia têm criado expectativas de uma boa movimentação de turistas em Campos do Jordão, no Vale do Paraíba, pelos próximos dias. O fluxo de pessoas na noite de quinta-feira (21) foi visto com celebração pelos comerciantes locais.
Segundo o diretor do Sinhores (Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares) de São José dos Campos e Região, Paulo César da Costa, a tendência é de casa cheia nas principais acomodações disponíveis na cidade. O fluxo intenso de veículos na subida da serra e na chegada a cidade também era uma alento para quem viu o município sofrer com os prejuízos impostos pela pandemia.
"Neste final de semana, com o feriado, nós estamos trabalhando com uma expectativa de 80% de ocupação da rede hoteleira. Hoje, nós já tivemos um movimento bom na cidade. Amanhã deve aumentar mais um pouco ainda", disse Costa. O homem apontou que a boa presença de turistas já havia sido notada na semana passada, durante a Semana Santa.
Por volta das 18h de quinta-feira, conforme relato de Costa, já era possível visualizar diversas pessoas transitando pela cidade agasalhadas. Naquela hora, a temperatura na cidade estava em torno de 14°C. No entanto, para alegria dos turistas que buscam pelo frio, a previsão era de que a mínima chegasse aos 8°C.
Nesta sexta-feira (22), a temperatura deve ser semelhante, com os termômetros registrando 9°C de mínima. Durante o dia, a máxima pode chegar aos 23°C. Não está descartada a possibilidade de chuva.
Além do frio típico na região para os próximos meses, ainda há outras atividades na cidade para o feriado. No sábado (23), a partir das 19h, Paulinho da Viola & Família se apresentam no auditório Claudio Santoro, instituição do governo de São Paulo. O ingresso custa R$ 80, com meia entrada a R$ 40.
De acordo com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa, será a primeira vez que o sambista estará na cidade ao lado dos filhos, João e Beatriz Rabello. Eles devem cantar grandes sucessos, como "Pecado capital", "Coração leviano" e "Foi um rio que passou em minha vida". O trio também deve apresentar composições atuais, como "Sempre se pode sonhar", título do álbum mais recente do cantor, que venceu o Grammy Latino 2021.
Ao todo, entre abril e junho, serão dez apresentações musicais com artistas consagrados da Música Popular Brasileira, com nomes como Maria Rita, Sandra de Sá, Alceu Valença e Gal Costa.
Outro atrativo em Campos do Jordão no feriado é um festival gastronômico adotado por vários restaurantes da cidade. "Estamos na época de pinhão, então tem vários restaurantes na cidade participando de um festival envolvendo a iguaria, desde a entrada, pratos principais e sobremesas à base de pinhão", acrescentou Costa.
O diretor do sindicato faz projeções de recuperação econômica. "A gente imagina recuperar os prejuízos acumulados durante a pandemia com essa temporada que se aproxima", completou.
A Prefeitura de São Paulo ofereceu a blocos de Carnaval a proposta de organizar desfiles nas ruas em 16 e 17 de julho. A ideia foi apresentada nesta quarta-feira (20) por meio da Secretaria Municipal de Cultura, em reunião com representantes de 11 coletivos.
O projeto, encabeçado pela secretária Aline Barros, ainda depende da adesão dos grupos.
Às vésperas do feriado de Tiradentes, quando escolas de samba desfilarão no Anhembi com autorização, mas blocos não conseguiram aval da gestão municipal, o encontro entre prefeitura e organizadores foi convocado para tentar um acordo de última hora para os cortejos nos próximos dias.
Apesar da ideia de promover festa nas ruas em julho, apresentada sob o nome de "Esquenta de Carnaval", parte dos blocos mantém a ideia de sair no feriado prolongado.
Se aprovada a proposta, o fim de semana de 16 e 17 de julho funcionará na prática como um terceiro Carnaval para São Paulo em 2022. No período tradicional, em fevereiro, apesar da proibição, alguns grupos se reuniram nas ruas. O "segundo Carnaval", no Tiradentes, terá também desfiles de escolas de samba no Rio de Janeiro.
Na reunião, a secretaria pediu para que os blocos que pretendem desfilar entre esta quinta-feira (21) e o domingo (24) ao menos informem às subprefeituras o local e o horário planejados, para que uma limpeza nas ruas seja feita no final das atividades.
Aline Barros afirma que a prefeitura está "no escuro" e não sabe quantos blocos irão para as ruas para organizar essas ações. A gestão teme caos com desfile sem banheiro nem estrutura de segurança.
A gestão Ricardo Nunes (MDB) vem afirmando nas últimas semanas que a prefeitura não tem condição de organizar o Carnaval de rua na capital neste feriado de Tiradentes.
Lira Alli, representante do Arrastão dos Blocos, afirmou que vai repassar o pedido para outros coletivos, mas não sabe se todos vão informar às subprefeituras a realização, por medo de represálias.
Alli diz ter conhecimento de que aproximadamente 50 blocos, de todas as regiões da cidade, com até 500 pessoas, vão desfilar no feriado prolongado.
Os blocos, segundo os coletivos, não terão carros de som.
Parte dos blocos de Carnaval tem organizado uma programação independente para sair às ruas em São Paulo durante o feriado de Tiradentes, apesar do cancelamento do calendário oficial.
Sem apoio da prefeitura, que afirma não ter tempo hábil para estruturar os desfiles, organizadores utilizam grupos de mensagens para definir listas de horários e locais dos cortejos.
Por enquanto, poucos blocos divulgam abertamente a programação, caso do bloco Feminista, que vai sair na sexta-feira (22) e, para isso, está fazendo uma vaquinha online para arrecadar R$ 7.500, referente ao custo do cortejo.
Outro que já declarou que vai sair é o bloco do Fuá, programado para tarde de sábado (23), no Bexiga, na região central. "Temos o direito à livre manifestação, as ruas são do povo", diz Marco Ribeiro, organizador do bloco do Fuá. "Somos um bloco comunitário e sairemos com uma pequena estrutura de som e bateria."
Em posts nas redes sociais, o Te Pego no Cantinho marcou o cortejo para domingo (24), no Butantã, na zona oeste. O Unidos do Swing anunciou cortejo para o mesmo dia na avenida Paulista.
A programação não oficial está em contato com vendedores ambulantes para evitarem a venda de bebidas em garrafas e também com coletivos de catadores de materiais recicláveis.
A divulgação das datas e locais não estão sendo divulgadas nas redes sociais para evitar reações da prefeitura. Por isso, informações sobre as festas de rua devem se concentrar em listas de transmissão de WhatsApp.
Em nota, a prefeitura afirmou que "está empenhada em encontrar uma data consensual com tempo hábil para planejar o evento" e reiterou que o Carnaval de rua exige planejamento extenso, o que inclui alterações no trânsito e no transporte público, infraestrutura, policiamento e serviços médicos.
"É impossível realizar o Carnaval de rua sem um grande esforço de organização, que garanta a segurança dos participantes e dos foliões", disse a gestão municipal na nota.
Os blocos recorreram à Defensoria Pública para obter respaldo jurídico e evitar dispersões violentas e demais sanções do poder público.
No último dia 12, o órgão formalizou pedido para que a prefeitura e o comando da Polícia Militar não usem força para dispersar os blocos que desfilarem durante o feriado de Tiradentes.
A prefeitura afirmou não ter sido notificada sobre o ofício e não comentou o pedido. A Secretaria de Segurança Pública deu a mesma resposta.
O feriado de Tiradentes se tornou a data oficial do Carnaval atípico após dois anos de pandemia porque coincide com a data dos desfiles das escolas de samba no sambódromo.
Para os organizadores, o Carnaval de rua representa uma manifestação cultural, garantida pela Constituição Federal, e por isso, não precisa de uma autorização formal da prefeitura para ocorrer.
O decreto que passou a regulamentar o Carnaval de rua em São Paulo foi publicado em 2017, quando o ex-prefeito João Doria (PSDB) decidiu dispersar pela cidade os cortejos que se concentravam na Vila Madalena e em Pinheiros.
Moradores desses bairros se mobilizaram contra os problemas decorrentes da festa nas ruas, como excesso de lixo, barulho na madrugada, furtos e dificuldade na dispersão do público. Policiais militares usaram bombas de efeito moral para dispersar foliões que se recusavam a deixar as ruas.
Dois anos depois o decreto foi revogado pelo ex-prefeito Bruno Covas (PSDB), que determinou as regras atuais do Carnaval de rua.
Neste ano, os blocos e a prefeitura estão diante de um impasse. Uma reunião realizada no último dia 8 de abril no CCSP (Centro Cultural de São Paulo) terminou de forma agitada e sem acordo entre as partes.
De um lado, a gestão municipal reiterou que não há tempo hábil para organizar a festa de rua. De outro, representantes de blocos afirmaram que os cortejos, em menor quantidade, estão mantidos mesmo sem apoio da prefeitura.
Além do bloco do Fuá, a reportagem entrou em contato com outros dez blocos de rua de São Paulo. A maioria informou que optou por não ir para a rua neste feriado, caso do Ritaleena, Esfarrapado, Galo da Madrugada, Bloco do Sargento Pimenta, Cecílias e Buarques e o Meu Santo É Pop.
Outros, apesar de não saírem às ruas, aproveitam a movimentação para anunciar festas fechadas marcadas para o feriado e para outras datas, como o Minhoqueens, Domingo Ela Não Vai e o Tarado Ni Você.
O bloco Jegue Elétrico e o Charanga do França sinalizaram a intenção de sair às ruas, mas devem decidir isso nos próximos dias, segundo os organizadores.
A CCXP anunciou nesta terça (12) a data em que se iniciam as vendas dos ingressos para sua primeira edição presencial, desde o início da pandemia de coronavírus no Brasil, em 2020. O público geral poderá adquirir os ingressos a partir do dia 5 de maio, às 15h.
O público poderá escolher entre quatro formas de credenciais, sendo elas: ingresso diário, pacote de quatro dias, Epic Experience ou Full Experience. Quem se interessar em conhecer os bastidores do festival, palestrar e encontros com os principais nomes do mercado do entretenimento podem comprar o Unlock CCXP.
Os preços das entradas inteiras variam entre R$ 240 e R$ 12 mil. Já clientes do banco Santander terão acesso a um lote especial de ingressos, o qual as vendas se iniciam no próximo dia 26 e dá 30% de desconto na compra da entrada inteira. Além disso, os clientes do banco terão acesso a um grupo no Telegram, que terá anúncios do evento em primeira mão.
Os ingressos do pacote Full e Unlock possuem número reduzido de ingressos e, segundo comunicado, não estarão disponíveis neste primeiro momento de venda de 2022. O evento acontecerá dos dias 1 a 4 de dezembro, no São Paulo Expo.
O evento também apresenta a modalidade de meia-entrada social. Para adquirir o pacote, será necessário entregar na entrada do festival 1kg de alimento não perecível, que serão distribuídos entre ONGs de assistência social. Confira o preço dos ingressos:
Dia 1 (quinta-feira): R$ 120 (meia), R$ 150 (social), R$ 240 (inteira)
Dia 2 (sexta-feira): R$ 160 (meia), R$ 190 (social), R$ 320 (inteira)
Dia 3 (sábado): R$ 230 (meia), R$ 260 (social), R$ 460 (inteira)
Dia 4 (domingo): R$ 230 (meia), R$ 260 (social), R$ 460 (inteira)
4 dias: R$ 620 (meia), R$ 670 (social), R$ 1.240 (inteira)
Epic: R$ 2.100
Full: R$ 12.000
Unlock: R$ 2.100
Por: Fábio Pescarini
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou nesta segunda-feira (11) que não impedirá ninguém de ir para as ruas, mas repetiu várias vezes que a gestão municipal não conseguirá organizar uma estrutura para desfiles de blocos de Carnaval no feriado de Tiradentes, quando ocorrem os desfiles das escolas de samba no Anhembi, entre os dias 21 e 23 de abril.
Na última sexta (8), uma reunião entre a prefeitura e representantes de blocos terminou de forma agitada, repentina e sem uma decisão sobre a realização do Carnaval de rua. Coletivos afirmaram que a festa está mantida, de forma reduzida, com cerca de 50 blocos.
No encontro de sexta (8), a secretária municipal de Cultura, Aline Torres, disse que a prefeitura iria oferecer aos blocos outras datas para o Carnaval de rua. Segundo ela, a proposta seria para maio, no fim de semana anterior e durante a própria Virada Cultural, ou em junho, menos no feriado de Corpus Christi, ou mesmo em julho, durante as férias escolares. "Mas não conseguimos, o debate foi muito politizado."
Torres e Nunes participaram na manhã desta segunda (11) de uma visita ao ao Museu Judaico de São Paulo, na Bela Vista, região central, quando falaram do Carnaval de rua.
Segundo o prefeito, não há mais tempo suficiente para publicar novo edital para contratação de patrocinador que banque a estrutura, como grades, montagens de tendas com serviços médicos e estrutura de trânsito, por exemplo.
Nunes lembrou que em fevereiro, quando a Vigilância Sanitária proibiu Carnaval na cidade por caso do avanço da variante ômicron do novo coronavírus, a prefeitura teve de cancelar um contrato de patrocínio de R$ 23 milhões, com uma cervejaria, para montagem da estrutura.
O prefeito afirmou ainda ter sido informado pela Polícia Militar que a corporação não consegue, em menos de 30 dias, organizar a transferência de PMs no interior para reforçar a segurança do Carnaval de rua, como feito em anos anteriores, quando a festa chegou a atrair, durante todo o período, cerca de 15 milhões de pessoas.
Questionada sobre como está a organização de segurança para possíveis desfiles de blocos de Carnaval no feriado de Tiradentes, a PM não respondeu até a publicação desta reportagem.
"É preciso ter bom senso para se definir o momento certo, que é aquele em que o poder público pode participar da organização", afirmou.
Na reunião de sexta (8), após as falas de secretários municipais, os coletivos voltaram a reafirmar que os blocos vão para a rua de qualquer forma.
"A gente não vai colocar vida em risco, não somos irresponsáveis", afirmou Lira Ali, integrante do Coletivo do Arrastão dos Blocos.
"Por favor, comprometam-se a não bater na gente, vocês são o poder público. O papel de vocês é garantir nosso direito, se a gente não tem direito de ser feliz, para que que vai viver?", questionou.
Segundo apurou a reportagem, líderes coletivos de blocos de rua iriam se reunir na noite desta segunda-feira para discutir as novas datas sugeridas pela prefeitura. Eles teriam ficado sabendo da proposta por meio da imprensa.