Especialista dá dicas de como evitar ciladas na hora de escolher programa de intercâmbio no exterior
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Especialista dá dicas de como evitar ciladas na hora de escolher programa de intercâmbio no exterior

Há boas oportunidades para estudar e trabalhar fora do Brasil, mas com redução das turmas provocada pela pandemia é preciso redobrar o cuidado na hora de escolher a agência, a escola e a forma de pagamento

Redação

Um dos setores mais afetados pela pandemia foi o de intercâmbios. Com o fechamento das fronteiras, crise econômica e medidas de isolamento social, os programas de estudo e trabalho no exterior foram praticamente suspensos em todo o mundo. Agora, com o avanço da vacinação, o setor começa a retomar as atividades e estudantes brasileiros já estão de malas prontas para embarcar para uma experiência em outro país. Mas é preciso tomar certos cuidados na hora de contratar um programa de intercâmbio.

O alerta é de Alexandre Pucci, que há mais de 25 anos trabalha no segmento de programas de intercâmbio. Ele que acompanha de perto a rotina da operação em suas unidades explica que a expectativa dos estudantes sempre é superada e que por experiência própria, ele sabe que o intercâmbio é o caminho prazeroso e muitas vezes mais rápido de absorção de experiências, cultura e educação. Além de estar  à frente da Information Planet no Brasil, hoje Pucci é também vice-presidente da Abraseeio – Associação Brasileira de Agências Especializadas em Intercâmbio para Oceania.

"É uma experiência incrível e vai muito além do aprendizado de um idioma ou de curso de especialização, é uma vivência única em termos culturais, educacionais e de vida". disse Pucci.

Veja as principais dicas para evitar dor de cabeça na hora contratar um programa de intercâmbio:

1 - Desconfie do câmbio muito abaixo do real - a estratégia é usada para atrair o cliente, mas um valor maior ficará para ser pago ao final, uma vez que o valor pago inicial é um percentual do total.

2 - Não efetue o pagamento integral do programa - o ideal é efetuar o pagamento integral somente em uma data próxima do embarque e solicitar comprovante de pagamento à escola. Se houver qualquer problema, se a escola tiver sido paga o estudante está garantido pelas leis locais, mas se o dinheiro estiver nas mãos da agência, poderá correr riscos ao solicitar o reembolso, por exemplo.

3 - Não efetue pagamento antes de definir a escola -  não há qualquer necessidade de efetuar pagamentos antes de definir a escola, uma vez que o pagamento deve ser feito para garantir a vaga na escola. Se não escolheu a escola ainda, não há o que ser pago.

4 - Não compre escolas desconhecidas - todas as agências de intercâmbio comercializam programas educacionais oferecidos pelas mesmas escolas em todo o mundo. Desconfie se oferecerem a você uma escola totalmente desconhecida, que só uma agência possui. Pesquise sobre a escola diretamente no site e nas redes sociais da escola.

5 - Desconfie de escolas muito baratas e pesquise para evitar surpresas - as melhores, em qualquer lugar do mundo, são as mais caras. O que não quer dizer que escolas mais econômicas não sejam boas. Mas é bom pesquisar e comparar para evitar decepções.

6 - Não negocie diretamente com a escola no exterior - só um contrato em português, firmado no Brasil, é a sua garantia. Evite negociar diretamente com a escola no exterior, estratégia oferecida por algumas agências virtuais.

7 - Exija um contrato - todo negócio precisa ter regras claras para ambas as partes e não é diferente na contratação de um programa de intercâmbio. Não abra mão de ter um contrato claro para garantir tudo que está sendo combinado.

8 - Taxa de matrícula é a remuneração das agências e garantia de suporte em todo o período de intercâmbio - agências que dizem não cobrar taxa, não vão dar suporte ou embutiram o valor em outro custo. Fique atento!

9 - Não existe compre agora e pague depois - ao fechar o programa, é preciso pagar a entrada, que corresponde à taxa de matrícula. 

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