Featured

Goiânia proíbe festas públicas e particulares durante Carnaval para evitar Covid

A Prefeitura de Goiânia, capital do Goiás, decretou que este ano estão proibidos eventos públicos e privados de Carnaval, incluindo festas pré-carnavalescas. A ordem impede esses encontros tanto na rua quanto em ambientes particulares para evitar a disseminação da covid-19. Atividades de comércio poderão abrir durante o feriado, mas devem seguir de forma rigorosa medidas sanitárias, como espaçamento entre clientes, uso de álcool e máscara.

Goiás tem apresentado média de mortes por coronavírus estável nos últimos dias, entretanto a média móvel de óbitos está alta no Brasil. Na tarde desta sexta (18), a Secretaria de Saúde de Goiânia atualizou seus dados e registrou 13 mortes e 2.807 novos casos da covid-19 desde quinta-feira (17).

No decreto, a Prefeitura de Goiânia afirmou que bares, restaurantes e boates poderão abrir durante o feriado do Carnaval, desde que coloquem uma distância mínima de 1,5 metro entre as mesas e se lote apenas 60% da ocupação total.

Apresentação de música ao vivo e som mecânico estão permitidas. Brinquedotecas e pistas de dança também poderão ficar abertas na capacidade máxima de 60%. A mesma ocupação é válida para os shoppings.

Padarias e supermercados receberam permissão para abrir, mas deverão seguir todas as medidas sanitárias impostas pelo município. Cultos, missas, celebrações e reuniões coletivas das organizações religiosas estão liberadas com lotação máxima de 60% de pessoas sentadas e com intervalo mínimo de uma hora entre cultos e missas para limpar as superfícies.

As aulas presenciais nas escolas da rede municipal de ensino de Goiânia estão mantidas nos dias antes do Carnaval.

Featured

BH vai exigir teste de Covid e comprovante de vacinação para eventos

Por: Leonardo Augusto

Com níveis de ocupação de leitos de enfermaria e de unidades de terapia intensiva (UTIs) superiores a 80%, a prefeitura de Belo Horizonte determinou que a partir da próxima segunda-feira (31) sejam exigidos comprovante de vacinação e teste de Covid-19 para acesso a eventos realizados na cidade.

A decisão faz parte de estratégia da prefeitura de fechar o cerco a quem não quer se vacinar. Segundo dados divulgados nesta quarta (26) pelo prefeito, Alexandre Kalil (PSD), em conversa com jornalistas, 85% das internações na rede de saúde controlada pelo município são de pacientes que não compareceram aos postos de saúde para vacinação.

Kalil atribui o índice a pessoas que não acreditam na eficácia da vacina que, ao não se imunizarem, podem contribuir para a disseminação do vírus. "Não podemos nos expor a idiotas negacionistas", declarou. Os 15% restantes das internações são de pessoas com comorbidades, segundo o prefeito.

"O que estamos pedindo é teste e comprovante de vacina. Quem não conseguiu testar não vai poder ir a lugar nenhum que seja um evento", afirmou.

Entre apresentações de maior porte previstas em Belo Horizonte a partir da data de início da regra anunciada por Kalil está a partida entre Brasil e Paraguai, marcada para 1º de fevereiro no Mineirão, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Há ainda jogos pelo campeonato mineiro, que começou na terça (25).

Com relação a shows, está previsto para 13 de fevereiro, no Palácio das Artes, a principal casa de espetáculos da capital mineira, a apresentação dos músicos Chico César e Geraldo Azevedo.

Também como forma de evitar o aumento da circulação do vírus na capital, o prefeito anunciou o adiamento do início das aulas para crianças de 5 a 11 para 14 de fevereiro. A rede municipal retornaria no dia 3. Já a particular, no dia 1º. O objetivo é dar mais tempo para que as crianças dessa faixa etária sejam vacinadas.

A rede municipal de saúde de Belo Horizonte vem registrando aumento no número de crianças com Covid-19, assim como vem ocorrendo em todo o Brasil, depois da variante ômicron. "Faço um apelo como prefeito, pai e avô, se vocês se vacinaram, e a grande maioria vacinou, tenham o cuidado de vacinar seus filhos, netos e quem está sob sua responsabilidade. A vacina é absolutamente segura", disse.

O relatório da Covid-19 divulgado pela prefeitura de Belo Horizonte nesta quarta mostra que a ocupação de UTIs específicos para o tratamento da doença na cidade está em 82,1%. O uso dos leitos de enfermaria é de 82,2%.

Para reforçar o atendimento, a prefeitura de Belo Horizonte abriu entre os dias 18 e 25 de janeiro 37 leitos de unidades de terapia intensiva na cidade. A Secretaria Municipal de Saúde não divulga separadamente quantos são para tratamento de adultos e quantos são para crianças.

Nesta quinta (27), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou a abertura de 30 leitos de UTI na rede da Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais) em Belo Horizonte. Do total, 20 são para atendimento a crianças e 10 para adultos.

Também em conversa com jornalistas, o governador, assim como Kalil, fez um apelo para que as pessoas se imunizem.

"O Estado está fazendo a parte dele, mas se as pessoas não tiverem consciência a situação não vai ser resolvida. Nós já aplicamos mais de 37 milhões de doses, mas ainda temos muitas pessoas que não tomaram ou não completaram o seu ciclo de vacina", declarou.

"Fica cada vez mais provado que pessoas que estão sendo hospitalizadas com o quadro grave são pessoas que se recusaram a tomar a vacina ou não voltaram para receber as outras doses. Precisamos de mais responsabilidade e consciência das pessoas", pontuou o governador.

Featured

Justiça da Bahia suspende festa de influenciadores com Anitta e Gkay

A Justiça estadual da Bahia deferiu uma liminar suspendendo a festa "Plano B do Carnaval", organizada pela influenciadora Gkay e pela marca de bebidas Beats, da cervejaria Ambev, com a presença de artistas como a cantora Anitta. A festa aconteceria no período do carnaval em um condomínio no litoral de Camaçari, cidade da Grande Salvador.

O questionamento na Justiça foi feito pelo próprio Condomínio Busca Vida, empreendimento imobiliário de luxo no litoral norte onde fica a casa alugada para a festa. O condomínio fica na área de proteção ambiental Joanes-Ipitanga, área de desova de tartarugas.

A organização previa oito dias de festa entre fevereiro e março, incluindo o período carnavalesco. Com a decisão da Justiça, decidiu restringir a festa à área interna da casa, não utilizando o palco que havia sido montado na área da piscina.

O governo da Bahia cancelou a realização do Carnaval de rua em 2022 após a escalada de novos casos da Covid-19 com a variante ômicron. Festas privadas com público de até 1.500 pessoas são permitidas.

Em nota, a administração do condomínio Busca Vida argumentou que a realização de eventos comerciais do porte desta festa vai de encontro com as normas da Convenção, Regimento Interno e Regulamento de Uso e Ocupação do Solo do condomínio.

Também destacou que a festa prejudicaria "a segurança, o sossego, a saúde dos vizinhos e o meio ambiente" e que o condomínio preza "pela paz e o bem-estar dos condôminos, como também pela preservação do meio ambiente, cabendo ainda destacar que estamos vivendo um momento de defeso e desova das tartarugas marinhas em nossa praia".

A festa contaria com uma estrutura de palco, caixas acústicas, iluminação difusa. Segundo a administração do condomínio, estes equipamentos teriam o com potencial para comprometer o ciclo de desova das tartarugas marinhas. A Ambev foi procurada, mas ainda não se posicionou sobre a suspensão da festa.

Featured

Rio e São Paulo adiam desfiles de escolas de samba no Carnaval para abril

Ricardo Nunes e Eduardo Paes decidem nova data após explosão de casos de Covid

Featured

Comitê científico do Nordeste pede proibição de festas privadas no Carnaval

Por: José Matheus Santos

O Comitê Científico do Consórcio Nordeste emitiu um parecer técnico, nesta quinta-feira (03), em que recomenda a proibição de festas privadas de Carnaval.

Além disso, o colegiado propõe o cancelamento dos feriados no período da folia -em alguns estados a data é ponto facultativo apenas- e a ampliação das campanhas de vacinação contra a Covid-19.

Em 2022, o Carnaval está previsto para acontecer de 26 de fevereiro (sábado) a 1º de março (terça-feira).

Os municípios de Recife, Olinda e Salvador, principais polos da folia no Nordeste, já cancelaram as festas públicas carnavalescas.

No caso de Pernambuco, a decisão sobre a realização ou não de eventos privados no período caberá ao governo do estado e a expectativa é que isso aconteça até 15 de fevereiro.

Na Bahia, o governo estadual reduziu a capacidade de eventos de 5.000 para 1.500 pessoas, o que provocou cancelamento de parte das festas, mas não há uma posição sobre a proibição total deste tipo de evento.

A Prefeitura de Salvador também não decidiu se vai aguardar uma decisão do estado ou se vai impor alguma restrição por conta própria.

O parecer do consórcio afirma que a ômicron é quatro vezes mais transmissível que a delta, e atribui o menor número de mortes atual pelo "fato de grande parcela da população já estar vacinada, o que faz com que os números de hospitalizações e mortes sejam menores que os das ondas anteriores".

"No momento, é impossível prever com segurança quando o novo pico será alcançado e qual será a duração da nova onda", diz trecho do parecer.

Para os cientistas do consórcio, a manutenção dos feriados de Carnaval "poderá se constituir num estímulo para a população ir às ruas, promovendo aglomerações, o que poderá resultar no agravamento do quadro da pandemia".

Quanto à proibição das festas privadas e de shows que possam gerar aglomerações, o comitê afirma que esses eventos "intensificariam a transmissão do vírus, como ocorreu no Réveillon, e resultariam no prolongamento da terceira onda no Brasil".

"O comitê científico tem clareza sobre as dificuldades políticas e os prejuízos econômicos decorrentes desta medida. Porém, o mais importante no momento é salvar vidas. E vidas não têm preço. Naturalmente, após o término da pandemia, novos feriados extraordinários poderiam ser criados pelos governos", diz o comitê.

Em dezembro, o comitê científico recomendou aos governadores e prefeitos o cancelamento das festividades públicas de final do ano e do Carnaval, alertando que a ômicron poderia causar um aumento na transmissão do vírus e provocar uma nova onda da pandemia.

Levantamento da Folha divulgado na terça-feira (1º) mostrou que quatro estados do Nordeste enfrentam uma situação crítica na ocupação de leitos de terapia intensiva. O mais grave é Pernambuco, onde os leitos de UTI chegaram a 88% de ocupação na segunda. No mesmo dia da semana anterior, o percentual era de 80%.

No dia 28 de janeiro, o Governo de Pernambuco proibiu os profissionais da saúde pública estadual de tirarem férias durante 60 dias, até o final de março, por causa da variante ômicron.
Ainda assim, o governo manteve até 15 de fevereiro a liberação para festas privadas com até 3.000 pessoas em espaços abertos e até mil pessoas em espaços fechados.

No Piauí, a taxa de ocupação chegou a 87%, superando o total registrado há uma semana, que já era alto, de 82%. Também estão em situação crítica os estados do Rio Grande do Norte e Ceará. No último, 81% dos 374 leitos de UTI para adultos estavam ocupados na segunda, de acordo com a secretaria estadual da saúde.

No Rio Grande do Norte, são 106 leitos de terapia intensiva ocupados e 21 disponíveis, uma ocupação de 83%. Por outro lado, a situação nas UTIs pediátricas arrefeceu com a expansão do número de leitos, e a ocupação caiu para 62%.

Os especialistas do comitê científico orientam os governos estaduais e os prefeitos a intensificarem as campanhas de vacinação contra a Covid-19 e justificaram que, mesmo com cerca de 70% da população brasileira completamente imunizada, o percentual "ainda não é suficiente para assegurar um cenário de tranquilidade e estabilidade".

A recomendação é que a rede de saúde da família do SUS (Sistema Único de Saúde) e os agentes comunitários sejam direcionados para participar da busca por não vacinados ou pelos que não receberam a segunda dose da vacina.

Outras medidas foram recomendadas, como a aplicação da vacina nas escolas para crianças e adolescentes e a implantação de pontos de imunização em locais de grande circulação, além do estímulo e da obrigatoriedade do uso das máscaras de proteção facial.

Featured

Sem festas oficiais de Réveillon, eventos privados são opção para a virada

Nesta terça (7), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), confirmou que as festas e shows do tradicional Réveillon de Copacabana estão cancelados, e que haverá apenas queima de fogos na praia da zona sul carioca e em outros pontos da Cidade Maravilhosa.

O mesmo vale para o Réveillon na avenida Paulista, em São Paulo, que foi cancelado pela prefeitura na primeira semana de dezembro, após um estudo sobre a situação epidemiológica da cidade, e para as principais capitais do país.

Apesar da pandemia e do risco de avanço da variante ômicron no Brasil, estão liberados eventos privados, como os agendados em bares, restaurantes e hotéis. Portanto, use máscara para circular pelos espaços comuns, privilegie espaços abertos e tome a dose de reforço da vacina quando disponível.

"Da mesma maneira que eu posso não permitir a entrada de uma pessoa usando sunga no meu evento, eu quero que as pessoas que trabalham comigo se sintam confortáveis. Então vou continuar pedindo a carteira de imunização completa para entrar no meu evento", avisa o empresário Facundo Guerra, sócio das casas Blue Note, Lions, Yatch e Cine Joia.

Free Joomla templates by Ltheme