ONU critica Projeto de Lei brasileiro que amplia jurisdição de tribunais militares

ONU critica Projeto de Lei brasileiro que amplia jurisdição de tribunais militares

Órgão lembra que país assinou documentos que garantem a todas as pessoas julgamento por tribunais competentes

Escritório para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) expressam nesta sexta-feira (13) profunda preocupação. Congresso brasileiro. O caso se deve pela aprovação do Projeto de Lei (PL 44/2016) que altera o Código Penal Militar, para que homicídios dolosos de civis cometidos por agentes das Forças Armadas sejam julgados por tribunais militares.

O ACNUDH e a CIDH têm argumentado há muitos anos que a investigação e o julgamento por tribunais militares de denúncias de violações de direitos humanos cometidas por militares, especialmente por supostas violações contra civis, impedem a possibilidade de uma investigação independente e imparcial. Isso se deve pelo fato dela ser realizada por autoridades judiciais não vinculadas à hierarquia de comando das próprias forças de segurança.

Os dois órgãos lembram que o Brasil ratificou vários instrumentos internacionais de direitos humanos que garantem a todas as pessoas julgamento por tribunais competentes, independentes e imparciais, tais como o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos.

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