Sucesso do Salão do Rio atesta acerto em dar vitrine ao turismo regional

Editorial de Cláudio Magnavita, presidente da Aver Editora.

Muitas vezes os realizadores de um evento não se dão conta que estão fazendo história. Esse é o caso, no Rio Grande do Sul, do então secretário estadual de turismo gaúcho Milton Zuanazzi e da sua equipe, entre eles, Tânia Brizola e Isabel Barnasque. O Salão Gaúcho de Turismo foi o grande pioneiro, lançado logo na virada do milênio, que foi uma grande mostra de todo o produto turístico do Rio Grande do Sul, com a presença das 22 regiões e suas respectivas rotas turísticas. 

Anos depois, o modelo gaúcho serviu como matriz para o Salão Nacional de Turismo, realizado em São Paulo e que teve reflexo no surgimento de edições regionais, dentro do mesmo espírito do trabalho realizado por Zuanazzi e sua equipe.Estamos às vésperas da realização da quinta edição do Salão Nacional e na véspera da realização do Salão de Turismo do Rio, que ganhou uma nova dimensão a partir da edição de 2009. O evento que será realizado em Paraty serve como vitrine para as diferentes regiões do estado do Rio e é um gol de placa da TurisRio e sua equipe, com o apoio da Federação de Conventions Bureaux do Estado.

A diversidade regional é tão intensa nos estados brasileiros que só a reunião em uma grande amostra é possível sentir o potencial desses diferentes destinos locais. Foi assim com o Salão de Minas, que acaba de ser realizado, com o apoio do governador Antonio Anastasia e da secretária Erica Drumond, em Santa Catarina e no próprio Rio Grande do Sul. Enfim, um pipocar de eventos que mostram a necessidade de integração para transformar destino em produto.

No caso do Rio, devemos destacar que o interior sofre com a força gravitacional da capital, que como cidade internacional é um destino além-fronteiras. A cidade balneária ofusca naturalmente os destinos de serra, das regiões dos lagos, enfim, um Rio que não é só para os paulistas e brasileiros dos quatro cantos do país, mas é um destino principalmente para os cariocas, já que a cidade do Rio é o terceiro mercado emissor de turistas do Brasil.

Neste aspecto, o presidente da TurisRio, Nilo Sergio Felix, acerta em apostar suas fichas no Salão de Turismo do Rio. O efeito de integração é surpreendente e supera qualquer planejamento ou conversa de gabinete.
A secretária de Turismo e Esportes, Marcia Lins e o governador Sergio Cabral apoiam a ideia do Salão por compreenderem a sua importância para consolidar o estado como destino de forma global e, para isso, contam com a presença de jornalistas de vários estados, além de estrangeiros, entre eles Salvador Alves Dias, de Portugal, que se desloca de Lisboa especialmente para Paraty.

O Rio já tem o seu salão e deve aproveitar a proximidade da realização do Salão Nacional, agora em maio e migrar boa parte de suas atrações para o mercado paulistano. Neste contexto, deve-se registrar o trabalho histórico desenvolvido por Nilo Felix com “O Rio é de Vocês”. Outro trabalho pioneiro, que a exemplo do que Zuanazzi, Tania e Isabel fizeram, também ocupa o papel de uma matriz que vem sendo copiada por outros estados.
O Jornal de Turismo dá o seu apoio incondicional ao Salão do Rio e, por ser um veiculo nacional com a sua origem carioca, irá dedicar na próxima edição uma ampla cobertura ao produtos lançados na edição 2010.

Se na capital olímpica o dever de casa vem sendo com a integração com o trade através de uma determinação pessoal do prefeito Eduardo Paes e do secretário Antonio Pedro, no estado a TurisRio com a sua equipe de competentes e bravos funcionários estão se mobilizando, em parceria com os conventions bureaux, devendo-se destacar a importância da articulação e presença de Paulo Senise para que o Salão tenha continuidade nos próximos anos. A sua existência é fundamental, passa a ser um oxigenador e a grande vitrine que o estado precisava.

Finalmente deve-se destacar o apoio do Ministério do Turismo, através do seu secretário de Políticas do Turismo, Carlos Silva e do seu  antecessor Airton Pereira, que por ser fluminense soube incentivar que o Rio adotasse o modelo vitorioso do Salão. Todos os dois deram continuidade às sementes plantadas pelo primeiro secretário nacional de políticas, Milton Zuanazzi. Um trabalho de equipe, onde a continuidade de uma política de estado faz com que o turismo nacional e o regional tenham suas vitrines.

Cláudio Magnavita,  presidente da Abrajet (Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo), membro do Conselho Nacional de Turismo e presidente da Aver Editora

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