Retomada do crescimento da aviação brasileira se dá pela regulação do setor

Retomada do crescimento da aviação brasileira se dá pela regulação do setor

Organizada pela ANAC, resolução 400 contribui para o baixo preço das tarifas sem despacho de bagagens

A recuperação do crescimento da aviação brasileira é impulsionada pela regra que permite a cobrança de bagagens despachadas nos aviões, em linha com práticas internacionais. Logo, a competição no setor aéreo ganha maior espaço, inclusive com a inclusão de novas companhias estrangeiras de baixo custo.

Em entrevista concedida à Folha de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda e sócio da Tendências Consultoria, Maílson da Nóbrega, afirma que os benefícios trazidos pela regulação traz amadurecimento ao Brasil: Acredito que amadurecemos em relação à percepção de que o transporte aéreo será mais acessível e terá mais qualidade e segurança quanto melhor for a regulação e a capacidade de internacionalizar nas nossas regras as experiências de outros países, como é o caso da cobrança das bagagens”.

Com o fim do controle de preços e de subsídios, a tarifa média caiu quase a metade em 15 anos. Já o número de passageiros transportados triplicou nesse período. A tarifa caiu de R$ 703,07, em 2002, para R$357,16 em 2017. Nesse intervalo de tempo, o número de passageiros transportados foi de 31 milhões para 92 milhões.

Criada pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), a resolução 400 abriu espaço para o barateamento das tarifas sem o despacho de bagagens. Portanto, a resolução viabilizou a volta de aproximadamente 3 milhões de pessoas a utilizar o avião como meio de transporte.

Enquanto a economia caiu nos doze meses até agosto, o setor cresceu 4,2% em comparação com o mesmo período do ano interior. 94,1 milhões de passageiros foram transportados, diante de 90,3 milhões na mesma época do ano interior.

 

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