Ao todo, mais de 4,2 milhões de pessoas voaram pelo país no último mês
Ao todo, mais de 4,2 milhões de pessoas voaram pelo país no último mês
Ampliação de voos no Santos Dumont é motivo de impasse entre Prefeitura do Rio, Governo do Estado e Governo Federal
Até o final do ano, a empresa voará para 22 destinos brasileiros, ampliando as possibilidades de deslocamentos pelo país. Para 2022, a expetativa é de que este número chegue a 35
Companhias aéreas começam a retomar seu movimento, mas como se proteger do aumento de fraudes na venda de passagens e pacotes turísticos?
Texto dispõe sobre reembolsos pelo cancelamento de voos e a desistência de viagens por consumidores em meio à pandemia
Por Francisco Rodriguez, Gerente de Serviços Profissionais da Axis Communications
Milhares de pessoas costumavam se reunir diariamente em aeroportos, porém, esse setor foi um dos mais afetados pela pandemia globalmente. Em 25 de março de 2019 foram registradas mais de 169 mil aeronaves cruzando o céu em todo o mundo. Por sua vez, em 25 de março de 2020 foram pouco mais de 94 mil. Apesar desses dados, 2021 é o ano da reativação desse setor, estima-se que os voos regulares para a América Latina devem ultrapassar os níveis pré-pandêmicos, em comparação com o mesmo período de 2019. Estes números são animadores para a aviação, mas representam também um desafio ao nível da eficiência operacional, uma vez que é cada vez mais importante garantir um bom serviço para prevenir não só os riscos para a segurança, mas também para a saúde.
O valor da tecnologia de vídeo
Embora a recuperação completa ainda não chegue em 2021, sabemos que o ano marcará o crescimento da aviação. A inclusão entre as atividades essenciais colaborou para que os aeroportos não fechassem as portas durante o auge da pandemia, assim como a decisão das autoridades por integrar soluções de vídeo e áudio em rede, somadas aos recursos de análise inteligente, que tornaram o serviço mais eficiente e seguro.
Conseguimos adaptar as soluções de vigilância IP a essas necessidades, agregando novos objetivos: além das imagens para a revisão de terceiros, somamos a possibilidade de detectar situações de risco por meio da recepção de áudio, evitando perdas no rastreamento de pacotes e aumentando a eficiência do serviço, entre diversas outras aplicações. A proposta do sistema de monitoramento eletrônico ainda inclui manter as 7 zonas estratégicas de todo aeroporto sob vigilância:
A reativação do setor ainda depende da atração de passageiros, companhias aéreas, varejistas e investidores, para isso, será necessário transformar esta atividade em uma experiência segura e atrativa para todos. Cada um dos grupos que trabalham para tornar um aeroporto seguro, eficiente e rentável tem necessidades específicas e, por isso mesmo, é imprescindível disponibilizar ferramentas com o máximo de aproveitamento e potencializar os resultados combinando-as com o valor agregado das soluções
Como funciona a vigilância por vídeo nos aeroportos?
Os aeroportos são áreas de importante valor para o setor de transportes - tanto de pessoas como de cargas - portanto, é fundamental limitar os riscos através da implementação das mais recentes soluções tecnológicas para assegurar a proteção e eficiência, adicionando inteligência e informações que permitam a análise de dados para fundamentar decisões estratégicas. As soluções representam uma oportunidade de melhoria, pois permitem o monitoramento das áreas internas e externas, minimizam custos e maximizam a eficiência.
Em estações aeroportuárias, as plataformas de vídeo em rede agregam diversos aplicativos que funcionam de maneira multifuncional para melhorar a segurança e as operações de um aeroporto. Este tipo de tecnologia pode reconhecer e identificar alvos mesmo com pouca luz ou escuridão total. As imagens, integradas aos recursos de análise inteligente, oferecem o suporte para um sistema de controle capacitado e pronto para que os principais protocolos de prevenção ou reação estabelecidos pelas forças de segurança sejam colocados em prática.
Nas áreas que exigem maior segurança e atenção, como as de fiscalização por scanner, o uso de videovigilância eletrônica, registra usuários, equipes e até mesmo guardas - evitando atos impróprios, como o abuso de autoridade, roubos, vandalismo e outras atividades que possam violar as garantias individuais dos usuários. Outra vantagem que as soluções oferecem é que, por meio do monitoramento ao vivo, é possível enviar informações aos operadores aeroportuários para agilizar os protocolos de acesso, desde o monitoramento de serviços em solo e bagagem até o monitoramento e fluxo de pessoas.
Uma instalação de segurança eletrônica que inclui não apenas vídeo, mas som e análise inteligente, permite o monitoramento efetivo e com ótimo custo-benefício de áreas internas e externas, como entradas e saídas, com soluções como vídeoporteiro IP. Controles de segurança e passaporte, balcões de check-in, áreas comerciais, estacionamentos, áreas de carga, pistas e zonas de taxiamento também se beneficiam da tecnologia em rede. Os sistemas de vídeo estão abrindo novas fronteiras para múltiplas indústrias, porém, aeroportos são onde a importância de detectar riscos potenciais e maximizar o próprio desempenho se mostram essenciais. Deste modo, o videomonitoramento em rede reflete um passo importante na superação dos desafios enfrentados pelos aeroportos globalmente.
Em maio, as companhias apresentaram resultados satisfatórios frente à queda nos três meses anteriores
Amanda Lemos (Folhapress)
O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, realizou nesta terça-feira (15) testes de reconhecimento facial no check-in de embarque de dois voos que fazem a ponte aérea com o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Outros dois também foram feitos do Rio para São Paulo.
O projeto Embarque + Seguro, desenvolvido pelo Ministério da Infraestrutura, em parceria com Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), já foi testado em Florianópolis (SC), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro. Em cada uma dessas capitais, o projeto contou com a parceria de uma companhia aérea. No caso da ponte aérea São Paulo-Rio, os voos eram da Azul.
Pela primeira vez no mundo, a tecnologia de biometria foi utilizada em uma ponte aérea de ponta a ponta. Em fase de teste, ela dispensa a apresentação do cartão de embarque e de documentos de identificação do passageiro.
Nesses testes, os passageiros são convidados a participar no momento do check-in e precisam oficializar o consentimento respondendo uma mensagem enviada ao seu celular pela equipe do projeto. O mesmo dispositivo de mensagem libera acesso aos dados do passageiro, incluindo o CPF e a foto. O procedimento busca atender as exigências da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).
Logo após, o atendente da companhia aérea, com um app desenvolvido pelo Serpro, faz a validação biométrica, comparando os dados e a foto, tirada na hora, com os registros governamentais. A biometria acessa informações do banco de dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), além das CNHs (Carteira Nacional de Habilitação) do Denatran. Ao todo, são 67 milhões de CNHs e 120 milhões de eleitores cadastrados nesses sistemas.
No momento em que a leitura facial é realizada, o passageiro precisa retirar a máscara. "É um procedimento rápido, a leitura é feita em segundos, e o passageiro, claro, deve tirar a máscara pelo elástico e colocá-la logo em seguida", diz, Brenno Sampaio, superintendente de relacionamento com clientes finalísticos do Serpro.
A tecnologia de identificação facial instalada nos totens na área de embarque foi desenvolvida por um pool de empresas que reúne Digicon, Idemia e Azul/Pacer. Segundo Rodrigo Costa, diretor de desenvolvimento de negócios da Idemia, a identificação pela leitura facial vai agilizar o processo de embarque. "A tecnologia realiza um cruzamento de dados simples e seguro", diz o executivo.
Para Luiza Brandão, diretora do Iris (Instituto de Referência em Internet e Sociedade) e mestre em direito, a aplicação da tecnologia requer transparência com o uso de dados do usuário. "Precisamos trabalhar as relações de risco que envolvem a prática, e ter um pensamento crítico em relação a essa ideia de apenas 'facilitar a vida' do passageiro", afirma.
Brandão lembra que não houve uma consulta pública sobre o uso do reconhecimento facial nos aeroportos ou outra alternativa de discussão sobre o tema com a população. "O cidadão tem direito a saber quem trata esse dado, quais dados são, quem manipula, qual é o padrão de segurança", diz. "E não vai ser em um check-in que ele terá todas essas informações".
Na avaliação de Pedro Francisco, pesquisador sênior do Instituto Igarapé, a aplicação de tecnologias que possam melhorar a vida do cidadão é sempre bem-vinda, desde que acompanhadas de transparência.
"É importante que as informações disponíveis no site também sejam fornecidas ao passageiro no momento em que ele esteja prestes a fornecer seus dados biométricos", diz. "Ele precisa ter a garantia de que seus dados só serão utilizados para os fins de embarque e, principalmente, não sejam fornecidos a terceiros para outras finalidades".
Para o pesquisador, um ponto que deixa a desejar no programa Embarque + Seguro é a ausência de um relatório de impacto à proteção de dados pessoais. "Isso deveria ser realizado antes da aplicação do serviço", afirma.
Francisco lembra que não há relatórios do gênero no site do programa. "Em casos como esse, no qual há uso de dados biométricos de um número potencialmente alto de indivíduos, com o cruzamento de bases de dados públicas, é essencial realizar e divulgar relatórios de impacto".
Ana Estela de Sousa Pinto (Folhapress)
Estados Unidos e União Europeia encerraram nesta terça (15) a batalha entre as fabricantes de aviões americana Boeing e europeia Airbus, que já dura 17 anos. O acordo foi negociado durante a cúpula entre o presidente dos EUA, Joe Biden, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Em seu perfil no Twitter, von der Leyen afirmou que o acordo "abre um novo capítulo em nossa relação porque passamos de litígio para cooperação em aviões".
Na mesma linha, a representante de Comércio dos EUA, Katherine Tai, disse a jornalistas que o acordo "permite começar a virar a página em uma longa disputa". As conversas entre diplomatas e negociadores para encerrar a disputa sobre subsídios para aviões avançaram na noite desta segunda, e os representantes de Comércio da UE, Valdis Dombrovskis, e Tai, se reuniram ao menos três vezes.
Segundo a mídia europeia, o acordo deverá suspender as tarifas retaliatórias num período de cinco anos, no qual um grupo de trabalho criado especialmente para isso discutirá limites de subsídios, para prevenir desavenças futuras.
A pausa deve significar um alívio de ao menos US$ 11,5 bilhões (R$ 58 bi) em tarifas aplicadas a partir do final de 2019, US$ 7,5 bi nos EUA sobre exportações europeias e US$ 4 bi na Europa sobre exportações americanas.
A batalha em torno dos fabricantes de aviões é a maior disputa comercial entre os dois blocos, cuja corrente comercial de bens em 2020 chegou a US$ 550 bilhões (R$ 2,78 tri), segundo a UE. EUA e o bloco europeu são mutuamente seus principais parceiros comerciais, tanto em produtos quanto em serviços - em 2019, o comércio de serviços gerou US$ 420 bilhões (R$ 2,13 tri).
Em março, os dois lados da disputa concordaram em suspender por quatro meses as tarifas retaliatórias, para negociar uma solução. O prazo se encerra em 11 de julho. Entre os pontos que travavam uma solução para a questão estavam a pressão da UE para que as regras de subsídio se estendessem também a contratos de defesa e fundos de pesquisa e desenvolvimento, e uma divergência sobre o tamanho do fundo de ajuda estatal necessário para recuperar a Airbus.
Como notou Florian Eder, editor do Brussels Playbook, um acordo sobre as duas gigantes da aviação encerrará uma questão que sobreviveu a três presidentes dos EUA, cinco representantes comerciais dos EUA e seis comissários de Comércio da UE. Se os líderes chegarem a um compromisso, a UE ainda terá que obter o apoio de seus membros fabricantes de aviões, como França, Alemanha e Espanha.
O restabelecimento da parceria entre os dois lados do Atlântico e uma aproximação maior na visão da China como um oponente comum pode ajudar na solução. Um dos temores é que, se as companhias americana e europeia continuarem se enfraquecendo mutuamente, abrem espaço para que as chinesas avancem no mercado de aeronaves civis, cada vez mais influenciado por tecnologias digitais, que a China domina.
A União Europeia também pressiona por mais rapidez na solução de outros pontos de atrito, como as tarifas sobre metais, a tributação ambiental e regras de transferência de dados. Antes do encontro do G7, o comissário Dombrovskis chegou a dizer que Biden precisa "fazer na prática o que prega".
Na entrevista após o fórum de nações industrializadas, porém, a uma pergunta sobre a escalada tarifária, o presidente americano respondeu: "Dê um tempo! Estou há apenas 120 dias no cargo".
Biden sofre pressão do setor siderúrgico americano para manter proteções no caso do aço e alumínio, e a União Europeia critica a falta de transparência dos EUA sobre como garantir a privacidade de informações de cidadãos europeus, no caso da transferência de dados.
Na área ambiental, a discórdia é em torno da taxa de fronteira de carbono, que a Europa quer cobrar em importações de alumínio, cimento, fertilizantes e eletricidade, para compensar o custo mais baixo dos vendedores ao produzem em áreas com regras ambientais menos duras que as da UE.
Também não se esperam anúncios de grandes acordos comerciais entre os dois blocos, mas de parcerias para coordenar regras e padrões em áreas como inteligência artificial e computação quântica. Sob a gestão Biden, os EUA também devem apoiar a reforma da OMC (Organização Mundial do Comércio), que havia travado durante o governo de Donald Trump.
Durante a reunião do G7, no final de semana, o presidente americano indicou que considera a organização multilateral um caminho viável para combater práticas desleais da China -como subsídios estatais e transferências forçadas de tecnologia-, algo que Trump não acreditava possível.
Apesar dos acenos favoráveis à OMC e de ter destravado a escolha da nova direção-geral da entidade, o governo Biden ainda não desbloqueou porém a escolha de juízes do principal órgão de solução de disputas da organização.
Companhia terá operação em 79 países; capacidade de assentos por quilômetro em voos de longa distância chega a 98% dos índices de 2019
Medida foi tomada devido a descumprimento de requisitos de segurança operacional pela administração do aeroporto
Novas rotas diretas para Porto Alegre, Navegantes, Curitiba e Florianópolis já estão disponíveis para compra nos canais de venda da companhia; Voos passam a ser operados no final de outubro
Por: Thiago Bethônico
"Com todo respeito, você não deveria usar salto agulha dentro de uma aeronave."
O aviso é dado em inglês por uma representante da Gulfstream, ao notar os sapatos que uma visitante usa ao passear e tirar fotos dentro de um dos jatinhos da empresa.
O salto, ela diz, pode acabar danificando o carpete do luxuoso G500, modelo que custa em torno de US$ 50 milhões (R$ 240 milhões) e tem capacidade para até 19 passageiros.
A aeronave é uma das cinco que estão expostas no Catarina Aviation Show, evento de aviação executiva que começou nesta quinta-feira (2), em São Roque (a cerca de 70 km da capital paulista).
Para esta primeira edição, o local escolhido foi o Aeroporto Catarina, o primeiro aeródromo privado do Brasil a receber voos internacionais. Foi nele que o bilionário Elon Musk pousou seu jatinho quando veio ao Brasil no último dia 20 de maio –coincidentemente, a bordo de um Gulfstream.
Exclusivo para convidados, o encontro é voltado para o mercado de aviões e helicópteros, mas também reúne outras experiências de luxo.
Dentro do hangar, os visitantes podem comer numa versão reduzida do restaurante Fasano, beber uísque no estande da Johnnie Walker ou comprar peças da grife italiana Brunello Cucinelli.
Do lado de fora, também é possível fazer test-drive em carros Audi, Jaguar e Land Rover.
No primeiro dia do evento, que vai até sábado (4), o público era composto principalmente por pilotos, profissionais de setores ligados à aviação e convidados de empresas. Entre conversas de negócios e visitas ao interior dos superjatinhos, o que não faltavam eram selfies.
O Catarina Aviation Show foi promovido pela JHSF, companhia de shoppings e do setor imobiliário que é dona do Aeroporto Catarina, em parceria com a NürnbergMesse Brasil, uma das maiores empresas de promoção de eventos do mundo.
De acordo com os organizadores, o objetivo é aproximar marcas e interessados na aviação executiva, mercado que tem vivido um boom desde o início da pandemia.
Nos últimos meses, a demanda por aviões particulares cresceu tanto no Brasil que para conseguir comprar uma aeronave nova, milionários e bilionários estão precisando enfrentar filas de espera que podem durar anos. Nem mesmo no evento era possível encontrar modelos para pronta-entrega com facilidade.
Quase todos os cinco aviões e três helicópteros que estavam lá eram apenas para exposição aos visitantes. O Gulfstream G500, por exemplo, foi "emprestado" ao evento pelo seu dono –segundo a empresa, um argentino que mora no Uruguai.
A Gualter Helicópteros, empresa que trabalha principalmente com aeronaves usadas, era a única a ter uma unidade à venda durante o encontro: um helicóptero Agusta A109E Power.
"Tenho 35 anos nesse mercado e nunca vi algo parecido com o que nós estamos passando", diz Gualter Pizzi, dono da companhia.
Segundo ele, os prazos de entrega estão muito longos. Para um Robinson R66, por exemplo -que é considerado um modelo de entrada entre os helicópteros a turbina-, Pizzi estima um período de 15 a 20 meses.
O modelo vale cerca de US$ 1,5 milhão (R$ 7,18 milhões), com um custo fixo de R$ 50 mil por mês. Isso com a aeronave parada, ele diz, considerando apenas despesas com piloto, hangar e seguro.
Entre os jatinhos, o prazo de espera pode ser ainda maior. Sergio Beneditti, diretor da Plane Aviation, diz que para alguns modelos a fila ultrapassa os três anos.
A companhia é representante exclusiva das marcas Cirrus e Maule no Brasil. O Cirrus SF50 Vision -avaliado em US$ 3,7 milhões (R$ 17,7 milhões)- era um dos que estavam expostos no evento e, segundo ele, há mais de 400 compradores aguardando. "Atualmente, um cliente interessado em comprar a aeronave só consegue em 2026", afirma.
Beneditti explica que a fabricante entrega aproximadamente cem unidades por ano e, mesmo com o boom na demanda, não consegue aumentar sua produção por causa da disrupção na cadeia de suprimentos. "Não tem turbina, não tem disco de freio, não tem mão-de-obra... É o colapso que a Covid colocou no mundo inteiro."
De acordo com o executivo, o mercado de jatinhos poderia estar ainda maior, já que a volatilidade do dólar e alta de juros são fatores que costumam frear o desempenho do setor. Por outro lado, ele avalia o atual cenário econômico de forma positiva e diz que problemas como inflação alta estão acontecendo no mundo inteiro.
"Sinceramente, não posso reclamar de como as coisas andaram no ano passado e neste ano [na economia]. Nós estamos indo bem", diz.
Por: Daniele Madureira
A companhia aérea Gol e o marketplace Mercado Livre anunciaram nesta terça-feira (19) uma parceria de 10 anos para a entrega de encomendas em todo o país, em especial para atender as regiões Norte e Nordeste.
O acordo marca a estreia da Gol na operação de aviões cargueiros por meio de sua unidade de logística, a GolLog. O negócio contempla 6 aeronaves da Gol modelo Boeing 737-800.
Com a parceria, o Mercado Livre, líder em comércio eletrônico no Brasil, pretende reduzir em até 80% o tempo de entrega para rotas mais longas, como Norte e Nordeste, e em até 50% para o Centro-Oeste. Segundo a empresa, a entrega no Sul e Sudeste, regiões de maior demanda, também ficará mais ágil.
"Muita gente pode não querer comprar pela internet se o tempo de entrega é muito longo, prefere ir a uma loja física. Com essa parceria, vamos aumentar a fidelização dos clientes e, consequentemente, as vendas", afirmou Fernando Yunes, vice-presidente sênior do Mercado Livre no Brasil, durante coletiva de imprensa que anunciou o acordo.
Mudança no prazo de entregas:
Cidade - Prazo atual - Novo prazo
Manaus (AM) - 8-9 dias - 1-2 dias
Belém (PA) - 4-6 dias - 1-2 dias
Fortaleza (CE), São Luís (MA), Teresina (PI), Recife (PE), Natal (RN), João Pessoa (PB), Salvador (BA) - 3-4 dias - 1-2 dias
Brasília (DF), Goiânia (GO) e Cuiabá (MT) - 2 dias - 1 dia
CAPACIDADE SALTA DE 10 MILHÕES PARA 40 MILHÕES DE PACOTES AO ANO
O Mercado Livre já trabalhava com 3 aeronaves exclusivas, fruto de acordos com a Sideral e a Azul Cargo, que continuam vigorando. Agora, com os 6 aviões da Gol, vai quadruplicar sua capacidade de entrega de encomendas no Brasil, de 10 milhões de pacotes ao ano para 40 milhões de pacotes.
Os voos vão sair de São Paulo e um terço da frota deve atender as regiões Sudeste e Sul. O Mercado Livre tem 12 CDs (centros de distribuição) no Brasil dedicados à operação fullfilment, em que a empresa se responsabiliza por toda a movimentação do produto. A maioria deles fica na Grande São Paulo:
3 em Cajamar (SP)
2 em Barueri (SP)
São Paulo (SP)
Franco da Rocha (SP)
Louveira (SP)
Araçariguama (SP)
Extrema (MG)
Governador Celso Ramos (SC)
Lauro de Freitas (BA)
Já para a Gol a iniciativa representa um avanço significativo na receita: só este ano, a parceria vai render R$ 100 milhões para a GolLog, serviço de transporte de cargas e encomendas da companhia. "A expectativa é que, dentro de cinco anos, o acordo represente um incremento de R$ 1 bilhão na receita", afirmou Paulo Kakinoff, presidente da Gol Linhas Aéreas, durante a coletiva. Segundo ele, as empresas estavam em negociação há dez meses.
Das 6 aeronaves que integram o acordo, 3 entram em operação no segundo semestre deste ano. Outras 3 começam a voar com exclusividade para o Mercado Livre até o terceiro trimestre de 2023. A parceria considera ainda a possibilidade de adicionar outras 6 aeronaves de carga até 2025.
De acordo com Kakinoff, a iniciativa deve gerar economias de R$ 25 milhões este ano e de R$ 75 milhões em 2023. "São aeronaves que estavam ociosas, uma vez que ainda não retomamos o mesmo ritmo de voos do pré-pandemia, algo que está previsto para dezembro deste ano", afirmou. O acordo evita o custo de devolução dessas aeronaves dentro do contrato de leasing.
Para atender a parceria com o Mercado Livre, a Gol vai contratar diretamente 100 trabalhadores e gerar mais 90 vagas indiretas. Os aviões destinados à operação passarão por um processo de conversão para cargueiros, sendo designados como 737-800 BCF (Boeing Converted Freighter), com capacidade para o transporte de 24 toneladas. Estarão identificados com a cor e a logomarca do Mercado Livre.
PARCERIA ENTRE AS EMPRESAS ESTÁ RESTRITA AO BRASIL, POR ENQUANTO
Até o momento, segundo Kakinoff, a parceria das duas companhias vai ficar restrita ao Brasil. Argentino, o Mercado Livre está presente em 18 países da América Latina, região em que a Gol também opera.
A aérea vem retomando os voos na região, depois de paralisar rotas por conta da pandemia, e hoje viaja para Uruguai, Argentina, Paraguai, Suriname, México, República Dominicana e, em maio, também para a Bolívia. A expectativa é retomar ainda este ano voos para o Chile, Peru e Equador.
Em comunicado ao mercado, a Gol informou que está se estruturando para atender "o crescente mercado brasileiro de ecommerce, que responde atualmente por mais de R$ 180 bilhões em receitas anuais, com um gasto anual de mais de R$ 12 bilhões em serviços logísticos".
De acordo com a empresa, "a destinação das 6 aeronaves exclusivas para operação de cargas inaugura um novo capítulo de eficiência na redução dos custos unitários da Gol, uma vez que, combinada com a aceleração na transformação da frota para 737 MAX, permitirá maior diluição dos custos fixos, redução da ociosidade existente e incremento de novas oportunidades de geração receitas auxiliares."
A Gol deve encerrar o ano com 136 aeronaves, das quais 44 do modelo Boeing 737-MAX 8 e 92 em Boeing 737-NG.
O Dia dos Pais (13 de agosto, domingo) está chegando e o Skyglass Canela, primeira plataforma de vidro da América Latina e uma das maiores do mundo, é uma experiência emocionante e diferente como opção de presente para surpreender os pais.
Localizada em meio a um dos mais espetaculares lugares do Rio Grande do Sul, a plataforma proporciona uma vista panorâmica de tirar o fôlego, onde os pais e suas famílias podem admirar a natureza exuberante da região e contemplar os vales e montanhas ao redor. Lá é possível passar um dia completo, vivenciando atrações como o “Abusado”, um passeio suspenso a 360 metros de altura sobre o nível do Rio Caí, o Memorial do Ferro de Passar, que reúne um acervo com mais de 520 exemplares, playground, e finalizar o dia assistindo o pôr do sol em um deck com visão para o Vale da Ferradura.
A família pode escolher entre almoçar nos restaurantes ou reservar a experiência do “piquenique”. Neste caso, recebem uma cesta com toalha confortável, suco de uva para comemorar a data, palitinhos e pastinhas salgadas, baguete fresquinha, queijo, presunto parma, geleia e opções de frutas como melão, morango ou uva. O valor da cesta para casal sai por apenas R$ 368 e para famílias de até quatro pessoas sai R$ 468. Esse serviço necessita agendamento de dois dias de antecedência. Os ingressos para a plataforma e abusado são vendidos separadamente.
Pais de pets
Os pais de pet também podem aproveitar o passeio com seus bichinhos, andando pelo parque, se divertindo na natureza. O Skyglass Canela recomenda que os tutores conduzam seus amigos de quatro patas com a guia, assim será mais fácil manuseá-lo diante de outros pets e animais silvestres, como quatis, que podem deixar o bichinho assustado.
O parque conta com bebedouros com água, além de sacos e lixeiras especiais destinados para os dejetos. Os donos também podem trazer um pote para servir água para os seus companheiros. A única restrição de acesso é na área das atrações radicais.
A atração funcionará durante todo o final de semana do dia dos pais, das 9h às 18h. Para mais informações sobre o Skyglass Canela, acesse www.skyglasscanela.com.br e acompanhe também o seu perfil oficial no Instagram: @skyglasscanela.
Antigo Lagoon vai entrar em obras
É uma oportunidade para brindar essa variedade fascinante que nos presenteia com vinhos memoráveis.
De 10 a 26 de novembro, festival acontece em 45 restaurantes, interage com o público nas ruas, propõe o Desafio dos Chefs, promove ‘agitos gastronômicos’ e ensina segredos da boa mesa em oficinas
Evento para convidados e público limitado, mediante aquisição antecipada de convites, noite exclusiva em um locais mais cobiçados da cidade