
Búzios já conta com uma grande rede hoteleira e mares propícios para a prática do esporte

O interesse de Búzios de sediar as competições de vela da Olimpíada do Rio em 2016 é muito grande. E dois bons motivos ajudam a cidade a tentar essa mudança. O primeiro deles é a poluição da Baía de Guanabara, onde serão as disputas de velas. O governo do estado prometeu, em 2009, despoluir 80% das águas da baía até ano que vem. E em uma entrevista nessa semana, o governador Pezão já admitiu que a meta era otimista demais. Outro motivo seria a própria cidade de Búzios. Casa e local de treinos de alguns velejadores brasileiros, como o campeão pan-americano Bimba, Búzios já conta com uma grande rede hoteleira e mares propícios para a prática do esporte.
Mas a cidade está realmente preparada para um evento desse porte? Por mais que Búzios já esteja acostumada a receber turistas durante todo o ano, um evento como a Olimpíada traz uma visibilidade muito grande e incontáveis visitantes. Para o gestor da Pousada Bucaneiro, em Búzios, Alex Sava, a cidade conta, sim, com estrutura para realizar a competição. “O setor hoteleiro buziano está muito bem preparado, visto que recebemos historicamente uma grande demanda de turistas e também vários eventos esportivos. Além disso, teríamos uma boa oferta de quartos se considerarmos que a olimpíada irá coincidir com nossa baixa temporada”, afirma Alex.
Em relação a estrutura dos hotéis e pousadas da cidade, Alex destaca que a experiência com turistas estrangeiros dá uma bagagem muito boa para atender atletas e espectadores da Olimpíada. “Búzios tem uma vocação natural para o turismo, tanto o de lazer como o de negócios. Recebemos com frequência vários congressos e simpósios internacionais e, neste sentido, boa parte dos empreendimentos foi se preparando no decorrer dos anos para receber esse público, seja na capacitação de seus profissionais ou na remodelação e adequação de suas unidades hoteleiras”.
Usando como exemplo o tipo do turista que frequenta a Bucaneiro, Sava explica que o setor hoteleiro da cidade está sim preparado e diz que diversos segmentos de negócios serão beneficiados caso se confirme a mudança da sede da vela “Já estamos bastante habituados a receber o público estrangeiro, particularmente em nosso caso, cerca de 40% dos hóspedes é proveniente de outros países. Neste contexto podemos citar como os maiores emissores Argentina e Chile na América Latina; na Europa temos França, Itália, Portugal e Reino Unido. É um público que valoriza e aprecia nossa cultura local” e completa “Podemos dizer que não só os empreendimentos hoteleiros são beneficiados, mas também os demais serviços ligados ao turismo: restaurantes, bares, locadoras de veículos, passeios de barco...”